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terça-feira, 29 de outubro de 2013
O que a nova geração de manifestantes querem?
"A
geração histórica teve influência reduzida nas Jornadas de Junho. PT e
PCdoB tornaram-se partidos de atuação principalmente institucional. Os
sindicatos tiveram sua força devastada pela reorganização produtiva do
capital pós-moderno. PSTU e PSOL, por ora, parecem tão incapazes de
dialogar com a nova geração quanto a esquerda radical europeia. Os
movimentos sociais clássicos, muito atuantes na primeira década do
século (do MST às grandes redes, como a que lutou contra a ALCA), ainda
não conseguiram situar-se na segunda.
A nova geração
anticapitalista é extremamente ativa. Mas com raras exceções (como o
Movimento Passe Livre – MPL) não fazem parte de sua cultura e
preocupações conceitos como correlação de forças; estratégias e táticas;
momentos de avanços ou recuo. Mais: ela sente o esvaziamento da
democracia e a impermeabilidade das instituições. Não viveu o suficiente
para enxergar as mudanças tímidas, mas inéditas, vividas pelo país na
última década. Para quem tem 25 anos, por exemplo, o Bolsa-Família e a
redução da miséria não são uma conquista – mas um dado da paisagem
política, que precisa ser transformada. Por isso, a nova geração tende a
ver a geração histórica como mais um grupo acomodado e participante do
condomínio das elites no poder."
Leia "SP e Rio: quem aposta na violência", artigo de Antonio Martins para o Outras Palavras: http://bit.ly/19QqKrc
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