sábado, 4 de janeiro de 2014

Modenidade liquida ou sólida?

Essa pergunta, o sociólogo Zygmunt Bauman tenta resumir nesse texto abaixo, já sintetizado,  publicado no site Obvius

Bauman nasceu na Polônia em 1925 e foi professor na Universidade de Varsóvia. Antes disso, havia fugido do nazismo na Segunda Guerra Mundial, quando se mudou para a URSS. Quando voltou para seu país de origem, o autor foi perseguido pelo antissemitismo local, teve artigos censurados, foi expulso de seu cargo e encontrou um novo lar na Universidade de Leeds, na Inglaterra, onde comandou o departamento de sociologia da instituição.
A importância de Bauman está na interpretação da fluidez dos tempos pós-modernos. Bauman é duro neste aspecto, se declara um sociólogo crítico e recusa o rótulo de “pós-modernista”. Para ele, “pós-modernista” é aquele que reproduz a ideologia do pós-modernismo, que se recusa a qualquer tipo de debate, que relativiza a vida ao máximo e que, dentro dessa superrelativização, não consegue estabelecer críticas e nem formar regras para guiar a sociedade. Pós-modernista é aquele que foi construído dentro de uma condição pós-moderna, ele a reproduz e é constituído por ela. É seu arauto, seu representante inconsciente e é este posto que Bauman rejeita e nega fielmente.
02_bauman.jpg © Zygmunt Bauman, (Wikicommons).
A posição do autor é crítica às relações sociais atuais. Se trata de começar com uma categorização nova: modernidade líquida e modernidade sólida. Uma que representa o novo mundo, a pós-modernidade, e o outro que define a modernidade, a sociedade industrial, a sociedade da guerra-fria. Não é difícil de conseguir perceber a relação direta entre a “solidez” das relações da guerra-fria, com dois núcleos de produção dos julgamentos corretos (o capitalista, representado pelos EUA e o comunista, representado pela URSS), com duas opção distintas e antagônicas para serem “escolhidas”, ao contrário do pós-guerra fria, após a queda do Muro de Berlim e com a dissolução de qualquer centro de emissão moral, com a primazia do consumo em detrimento de qualquer ética da parcimônia e etc e etc.

A sociedade líquida é a sociedade das relações fluidas, das relações frágeis, é a sociedade em que a fixidez de uma amizade em que ambas as partes matariam e morreriam pela outra já não existe mais. Não se trata mais de uma sociedade em que os indivíduos sabem o seu destino desde o nascimento, agora estamos imersos em um espaço social onde ~teoricamente~ escolhemos nosso futuro, optamos pelo nosso destino, somos responsáveis pelo nosso fracasso. Não é mais necessário ser asiático para ser um legítimo budista, basta comprar os livros certos e assistir às aulas certas. Ninguém é, e sim está.

sábado, 28 de dezembro de 2013

Redução da maioridade penal resolve o problema ?

Nove em cada dez brasileiros são favoráveis à redução da maioridade penal, a despeito da oposição do governo federal, de juristas, da Igreja Católica e de organizações de direitos humanos.

Leia a íntegra de "Menor bom é menor preso?", reportagem de Rodrigo Martins: http://bit.ly/1egQ0bd

terça-feira, 17 de dezembro de 2013


Cada um tem o cão preto que aguenta?


Eu tinha um cão preto e chamava-se depressão um vídeo que todo mundo deveria ver

Se você não tem, com certeza conhece alguém que sofre do chamado mal do século – a depressão. Então, vale a pena ver e compartilhar este vídeo, publicado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para ajudar pessoas a entender porque mais de 350 milhões de pessoas em todo o mundo padecem da doença. Projeções da OMS estimam que no ano de 2030, entre todas as doenças, a depressão será a mais comum. Existem tratamentos, mas menos da metade dos afetados recebem qualquer tipo de tratamento.

http://www.youtube.com/watch?v=dFKsN9J0hTM

domingo, 15 de dezembro de 2013

Quais são as prioridades?

Muito do que gastamos (e nos desgastamos) nesse consumismo feroz podia ser negociado com a gente mesmo: uma hora de alegria em troca daquele sapato. Uma tarde de amor em troca da prestação do carro do ano; um fim de semana em família em lugar daquele trabalho extra que está me matando e ainda por cima detesto.

Não sei se sou otimista demais, ou fora da realidade. Mas, à medida que fui gostando mais do meu jeans, camiseta e mocassins, me agitando menos, querendo ter menos, fui ficando mais tranquila e mais divertida. Sapato e roupa simbolizam bem mais do que isso que são: representam uma escolha de vida, uma postura interior.

Nunca fui modelo de nada, graças a Deus. Mas amadurecer me obrigou a fazer muita faxina nos armários da alma e na bolsa também. Resistir a certas tentações é burrice; mas fugir de outras pode ser crescimento, e muito mais alegria.

Cada um que examine o baú de suas prioridades, e faça a arrumação que quiser ou puder. Que seja para aliviar a vida, o coração e o pensamento - não para inventar de acumular ali mais alguns compromissos estéreis e mortais.

(Lya Luft)

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

O Homem, esse animal!

CURIOSIDADE: O orangotango é um dos nossos parentes mais próximos no reino animal, a partilhar 96,4 por cento do nosso DNA.

Infelizmente o orangotango está à um passo da extinção, devido à perda de habitat e caça ilegal.

Quando as florestas são derrubadas, orangotangos adultos são frequentemente baleados e mortos, mas não antes de serem abusados. “Estes seres pacíficos e sensíveis são espancados, queimados, mutilados, torturados e muitas vezes comidos. Bebês são arrancados de suas mães quase mortas para serem vendidos no mercado negro como animais de estimação a famílias abastadas, que os vêem como símbolos de status do seu próprio poder e prestígio. Isso tem sido documentado inúmeras vezes”, lamenta Richard Zimmerman, diretor da ONG Orangutan Outreach....

segunda-feira, 25 de novembro de 2013


Mais narcisos do que nunca


Somos todos animais sociais e precisamos ser “liked” pelos nossos “amigos”. E somos obcecados pela nossa aparência. Para resolver essas questões nada melhor do que um “selfie”, o termo mais popular deste ano de 2013, segundo os Oxford Dictionaries. Cerca de 17 mil pessoas usaram a nova palavra. Todo mundo sabe fazer um autorretrato com um smartphone: basta segurá-lo e afastá-lo com o braço, apontá-lo para si mesmo e clicar. Esse é um dos destaques da Carta Capital que merece ser lido.

Leia a íntegra de “Selfies e a era de Narciso: o homem apaixonado por si postaria uma foto dele mesmo na internet?", análise de Gianni Carta http://bit.ly/1iLr7YY

[Na reprodução do Instagram, um dos vários "selfies" postados pelo cantor Naldo]

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

A desvantagem histórica do negro em relação ao branco, segundo Darcy Ribeiro

"As atuais classes dominantes brasileiras, feitas de filhos e netos de antigos senhores de escravos, guardam, diante do negro, a mesma atitude de desprezo vil. Para seus pais, o negro escravo, o forro, bem como o mulato, eram mera força energética, como um saco de carvão, que desgastado era facilmente substituído por outro que se comprava. Para seus descendentes, o negro livre, o mulato e o branco pobre são também o que há de mais reles, pela preguiça, pela ignorância, pela criminalidade inatas e inelutáveis. Todos eles são tidos consensualmente como culpados de suas próprias desgraças, explicadas como características da raça e não como resultado da escravidão e da opressão. Essa visão deformada é assimilada também pelos mulatos e até pelos negros que conseguem ascender socialmente, os quais se somam ao contingente branco para discriminar o negro-massa.

A nação brasileira, comandada por gente dessa mentalidade, nunca fez nada pela massa negra que a construíra. Negou-lhe a posse de qualquer pedaço de terra para viver e cultivar, de escolas em que pudesse educar seus filhos, de qualquer ordem de assistência. Só lhes deu, sobejamente, discriminação e repressão."

Confira no blog Socialista Morena | http://bit.ly/187B9lb