segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

 SERPENTE NAS RUAS

Mataram um jornalista, atingiram a democracia

Por Alberto Dines em 10/02/2014 na edição 784

Extremistas e "idiotizados" conseguem fazer sua primeira vítima fatal

Reproduzo abaixo texto de Alberto Dines, no Observatório da Imprensa, que traduz o sentimento de indignação de jornalistas e da sociedade em geral ( podia ser qualquer um ) em relação àqueles que não sabem ou não querem saber o que é democracia e cidadania. Para mim, são terroristas e assassinos.

"Os assassinos não miraram no cinegrafista Santiago Andrade, da TV Bandeirantes. Queriam acertar alguém, pegaram quem estava na linha de frente. Não fosse ele o atingido, seria outro. Ou outros.
A bandidagem que se esconde sob a camuflagem de “manifestante” faz parte de um surto terrorista não muito diferente dos fascistas e nazistas que saíram às ruas em Roma e Berlim para impor o regime da violência.
Este tatuador, Fábio Barbosa, com cara de bom menino, é na realidade um agressor contumaz. Sabotador. Ele sabe o perigo que representa um rojão – aceso ou apagado. É como um facão que mesmo enferrujado pode degolar.
Se fosse um autêntico protestador ou protestante, sinceramente revoltado com o aumento do preço das passagens, saberia que a violência só prejudica as reivindicações populares. Fábio Barbosa vai a passeatas como quem vai se divertir. É o seu programa, projeto de vida. Faz parte daquele lúmpen de vadios e semiempregados que funciona como massa de manobra para a bandidagem política.
Morte e demissões
É justa a revolta dos jornalistas diante do colega morto e das empresas de comunicação pela ameaça que o atentado representa à liberdade de informação. Mas o luto que devemos envergar inclui a aniquilação da “sociedade cordial”. Era mito, mas servia como meta. Agora nem isso.
O Brasil está se deixando levar pelo perigoso frenesi da insurgência pela insurgência. Os black blocs estão nas passeatas, mas igualmente em tribunas legislativas, em piquetes de greves ilegais, em antros do narcotráfico. Os black blocs pretendem ser anarquistas, mas são produtos do explosivo mix esquerdo-direitista. Ou direito-esquerdista. Estão em todas, também em colunas, blogs, seriados e filmes de “ação”.
Horas antes do comunicado da morte cerebral de Santiago Andrade, o SBT demitia três respeitados comentaristas políticos (Carlos Chagas, José Nêumanne Pinto e Denise Campos de Toledo). Por quê? Sílvio Santos está sem grana? Foram demitidos para comemorar os 50 anos do golpe militar que jogou o país no vale de lágrimas e do qual até hoje não conseguiu escapar. "

sábado, 4 de janeiro de 2014

Modenidade liquida ou sólida?

Essa pergunta, o sociólogo Zygmunt Bauman tenta resumir nesse texto abaixo, já sintetizado,  publicado no site Obvius

Bauman nasceu na Polônia em 1925 e foi professor na Universidade de Varsóvia. Antes disso, havia fugido do nazismo na Segunda Guerra Mundial, quando se mudou para a URSS. Quando voltou para seu país de origem, o autor foi perseguido pelo antissemitismo local, teve artigos censurados, foi expulso de seu cargo e encontrou um novo lar na Universidade de Leeds, na Inglaterra, onde comandou o departamento de sociologia da instituição.
A importância de Bauman está na interpretação da fluidez dos tempos pós-modernos. Bauman é duro neste aspecto, se declara um sociólogo crítico e recusa o rótulo de “pós-modernista”. Para ele, “pós-modernista” é aquele que reproduz a ideologia do pós-modernismo, que se recusa a qualquer tipo de debate, que relativiza a vida ao máximo e que, dentro dessa superrelativização, não consegue estabelecer críticas e nem formar regras para guiar a sociedade. Pós-modernista é aquele que foi construído dentro de uma condição pós-moderna, ele a reproduz e é constituído por ela. É seu arauto, seu representante inconsciente e é este posto que Bauman rejeita e nega fielmente.
02_bauman.jpg © Zygmunt Bauman, (Wikicommons).
A posição do autor é crítica às relações sociais atuais. Se trata de começar com uma categorização nova: modernidade líquida e modernidade sólida. Uma que representa o novo mundo, a pós-modernidade, e o outro que define a modernidade, a sociedade industrial, a sociedade da guerra-fria. Não é difícil de conseguir perceber a relação direta entre a “solidez” das relações da guerra-fria, com dois núcleos de produção dos julgamentos corretos (o capitalista, representado pelos EUA e o comunista, representado pela URSS), com duas opção distintas e antagônicas para serem “escolhidas”, ao contrário do pós-guerra fria, após a queda do Muro de Berlim e com a dissolução de qualquer centro de emissão moral, com a primazia do consumo em detrimento de qualquer ética da parcimônia e etc e etc.

A sociedade líquida é a sociedade das relações fluidas, das relações frágeis, é a sociedade em que a fixidez de uma amizade em que ambas as partes matariam e morreriam pela outra já não existe mais. Não se trata mais de uma sociedade em que os indivíduos sabem o seu destino desde o nascimento, agora estamos imersos em um espaço social onde ~teoricamente~ escolhemos nosso futuro, optamos pelo nosso destino, somos responsáveis pelo nosso fracasso. Não é mais necessário ser asiático para ser um legítimo budista, basta comprar os livros certos e assistir às aulas certas. Ninguém é, e sim está.

sábado, 28 de dezembro de 2013

Redução da maioridade penal resolve o problema ?

Nove em cada dez brasileiros são favoráveis à redução da maioridade penal, a despeito da oposição do governo federal, de juristas, da Igreja Católica e de organizações de direitos humanos.

Leia a íntegra de "Menor bom é menor preso?", reportagem de Rodrigo Martins: http://bit.ly/1egQ0bd

terça-feira, 17 de dezembro de 2013


Cada um tem o cão preto que aguenta?


Eu tinha um cão preto e chamava-se depressão um vídeo que todo mundo deveria ver

Se você não tem, com certeza conhece alguém que sofre do chamado mal do século – a depressão. Então, vale a pena ver e compartilhar este vídeo, publicado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para ajudar pessoas a entender porque mais de 350 milhões de pessoas em todo o mundo padecem da doença. Projeções da OMS estimam que no ano de 2030, entre todas as doenças, a depressão será a mais comum. Existem tratamentos, mas menos da metade dos afetados recebem qualquer tipo de tratamento.

http://www.youtube.com/watch?v=dFKsN9J0hTM

domingo, 15 de dezembro de 2013

Quais são as prioridades?

Muito do que gastamos (e nos desgastamos) nesse consumismo feroz podia ser negociado com a gente mesmo: uma hora de alegria em troca daquele sapato. Uma tarde de amor em troca da prestação do carro do ano; um fim de semana em família em lugar daquele trabalho extra que está me matando e ainda por cima detesto.

Não sei se sou otimista demais, ou fora da realidade. Mas, à medida que fui gostando mais do meu jeans, camiseta e mocassins, me agitando menos, querendo ter menos, fui ficando mais tranquila e mais divertida. Sapato e roupa simbolizam bem mais do que isso que são: representam uma escolha de vida, uma postura interior.

Nunca fui modelo de nada, graças a Deus. Mas amadurecer me obrigou a fazer muita faxina nos armários da alma e na bolsa também. Resistir a certas tentações é burrice; mas fugir de outras pode ser crescimento, e muito mais alegria.

Cada um que examine o baú de suas prioridades, e faça a arrumação que quiser ou puder. Que seja para aliviar a vida, o coração e o pensamento - não para inventar de acumular ali mais alguns compromissos estéreis e mortais.

(Lya Luft)

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

O Homem, esse animal!

CURIOSIDADE: O orangotango é um dos nossos parentes mais próximos no reino animal, a partilhar 96,4 por cento do nosso DNA.

Infelizmente o orangotango está à um passo da extinção, devido à perda de habitat e caça ilegal.

Quando as florestas são derrubadas, orangotangos adultos são frequentemente baleados e mortos, mas não antes de serem abusados. “Estes seres pacíficos e sensíveis são espancados, queimados, mutilados, torturados e muitas vezes comidos. Bebês são arrancados de suas mães quase mortas para serem vendidos no mercado negro como animais de estimação a famílias abastadas, que os vêem como símbolos de status do seu próprio poder e prestígio. Isso tem sido documentado inúmeras vezes”, lamenta Richard Zimmerman, diretor da ONG Orangutan Outreach....

segunda-feira, 25 de novembro de 2013


Mais narcisos do que nunca


Somos todos animais sociais e precisamos ser “liked” pelos nossos “amigos”. E somos obcecados pela nossa aparência. Para resolver essas questões nada melhor do que um “selfie”, o termo mais popular deste ano de 2013, segundo os Oxford Dictionaries. Cerca de 17 mil pessoas usaram a nova palavra. Todo mundo sabe fazer um autorretrato com um smartphone: basta segurá-lo e afastá-lo com o braço, apontá-lo para si mesmo e clicar. Esse é um dos destaques da Carta Capital que merece ser lido.

Leia a íntegra de “Selfies e a era de Narciso: o homem apaixonado por si postaria uma foto dele mesmo na internet?", análise de Gianni Carta http://bit.ly/1iLr7YY

[Na reprodução do Instagram, um dos vários "selfies" postados pelo cantor Naldo]