O Globo de hoje, dia 12.02, colocou em sua primeira página o anúncio, com foto, da prisão do governador do DF, José Roberto Arruda, uma decisão do Superior Tribunal de Justiça, depois de amplo noticiário e apuração de provas pelo MP do esquema de corrupção montado dentro do governo distrital.
Como a Justiça brasileira é "ágil" e permite "poucos recursos", possivelmente antes de terminar o Carnaval, o "nosso governador" estará nos lugares por onde circula, só que com os cofres cada vez mais cheios, porque não Brasil ninguém devolve dinheiro público e muito menos os que têm origem em corrupção.
E por que a impunidade, perguntam todos ? Para não se alongar muito em razões históricas e culturais, o problema é que a corrupção no Brasil grassa escandalosamente porque não há punição e porque não há punição, fica cada vez maior o nível de corrupção. Mas, num raciocínio mais simples e direto você tem o legislador, que faz uma lei mal redigida e sujeita a ampla e irrestrita interpretação ( bom para os advogados, que faturam muito bem com as contradições e vazios da lei ). Além disso, o processo jurídico no Brasil abre espaço uma centena de recursos. Quem tem dinheiro, contrata um bom advogado a peso de ouro e nunca vai ser punido. Terceiro, os processos, por consequência, acumulam-se e daqui a 50 anos vai a julgamento, quando o crime já prescreveu e os envolvidos já viveram muito, muito bem, obrigado ( aliás, no Brasil fazer fortuna, basta mudar de governo ).
Ora, corrupção em todos os níveis e até no Judiciário, quem vai pagar essa conta ?Ninguém.
É um espaço para avaliar e debater, sem pré-julgamentos e preconceitos, informações, valores e ideias disseminados pela indústria cultural que tendem e podem formar a opinião pública dentro de um pensamento único e sem compromisso com uma consciência crítica.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
terça-feira, 28 de julho de 2009
Uma noite com o CQC

Hoje, zapeando entre os canais abertos e por assinatura, caí - por opção - no CQC. Polêmico, criativo, cultuado, criticado, talvez porque estivesse com sensação de febre, confesso que não achei nada engraçada a maneira de apurar, "com humor", certas informações de diversas fontes sobre diversos temas. Tem apuração convencional e não convencional. Tudo bem. Mas, no meu entender, não se deve, em nome da liberdade de imprensa e do direito à informação, tratar a fonte, principalmente em cargos políticos e escolhidos pelo voto, de forma desrespeitosa. Na sequência em que o alvo eram os dirigentes sul-americanos faltou simancol e princípios no relacionamento fonte-entrevistador, em nome da ironia, do sarcarmo e de fazer gracinha. Será que essa é a nova forma de se ser diferente num programa jornalístico de humor? Por outro lado, chega a comprometer até iniciativas extremamente importantes como a busca e cobrança de compromissos por parte das autoridades - mesmo que de uma forma às vezes over - e uma denúncia de pedofilia na internet ao vivo e a cores. Menos gente, menos. Humor, mas com elegância.
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